eu assino embaixo
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A cantora Marina Lima, em entrevista à revista Joyce Pascowitch, revela que, aos 17 anos, manteve relação sexual com Gal Costa e que, depois desta experiência, transou com outras cantoras da MPB cujos nomes ela prefere não revelar. “Eu transei com algumas cantoras, mas sem dúvida a Gal foi a mais importante. É a que vale a pena falar”, disse Marina. O jornal O Globo publicou nota de que, em resposta a essa declaração, Gal Costa vai processar Marina Lima. Segundo o jornal, Gal teme que as confissões de Marina Lima prejudiquem a conquista da guarda definitiva do menino de dois anos que ele adotou em 2007. Bom… Em relação à declaração de Marina Lima, eu só tenha a dizer que ela expressou com muito atraso – e põe atraso nisso – aquilo que, há anos, anda nas cabeças e nas bocas de todo e qualquer entendido que freqüente os bares ou boates GLS de qualquer lugar do Brasil. Quanto ao que o jornal diz que Gal Costa vai fazer, eu só tenho a lamentar que sua reação seja a de processar Marina em vez de aproveitar a ocasião para se aliar ao movimento cultural que reivindica que crianças possam ser adotadas por pares homossexuais (duas mulheres ou dois homens) ou por homens e mulheres solteiros, sejam estes homossexuais ou não; lamento que Gal Costa se acovarde ante a postura reacionária e homofóbica de alguns juízes da Infância e da Juventude e assistentes sociais em vez de usar seu prestígio e a ocasião para enfrentá-los em nome do bem-estar de cenas de crianças que apodrecem de solidão e de esquecimento em orfanatos e abrigos.
Jean Willys

