Acabei de ler a Biografia dela Maysa, só em uma multidão de amores.
Não sei o que me impulsionava e intrigava a ponto de me fazer comprar o livro, a tempos ele estava na minha lista.O que eu sabia da sua vida e obra era uma página em branco pontuada de pequenas frases soltas, nada além do “ne me quitte pa”, Tinha formada uma imagem na cabeça que foi totalmente desmontada. (não sei dá onde foi que achei que ela era Bi sexual, acho que confundi com Ângela Roro, dãr)
O livro é muito bom, depois que li as últimas linhas fui andando até em casa abraçada ao calhamaço de folhas, olhando o rosto expressivo em preto em branco, já sentindo saudades da desbocada depressiva, escandalosa, transparente, apaixonada, radical e cheia de atitude Maysa, que nasceu milhares de vezes dentro da sua própria vida, tinha uma sede e um vazio, a vida em turbilhão, os sentimentos a flor da pele, do morno e do normal nunca ser bom.
“Ninguém pode calar dentro em mim essa chama que não vai passar,
é mais forte que eu e não quero dela me afastar.
Eu não posso explicar como foi e nem quando ela veio
mas só digo o que penso,só faço o que gosto e aquilo que creio
E se alguém não quiser entender e falar pois que fale
eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe
e se a alguém interessa saber sou bem feliz assim
muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim”
“Os olhos de Maysa são dois não sei que dois não sei como diga dois oceanos não pacíficos.
Maysa são doisolhos e uma boca”. (Manuel Bandeira)
*Não estou interessada na série, infelizmente mesmo o diretor sendo filho dela tenho os 4 pés atraz, alguém que fez da vida de Olga uma novelinha da globo não tem crédito nehum comigo.
