Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera…

10 10 2008
Hoje eu vim no metro lotado, todo dia de manhã é uma delicia, o povo se acotovela, se empurra, discute, gente cai, gente corre.  Vim de pé com três adolescentes do meu lado, não se entendia nada do que falavam, não existe plural, nem R no final de verbos, senti vergonha,  ai se lê uma reportagem dessa, gasta-se milhões em uma ponte de cartão postal e se tem dó de gastar na educação. Burlam as leis que visam melhorar a educação.

São Paulo, quarta-feira, 08 de outubro de 2008
FÁBIO TAKAHASHI

O governo José Serra (PSDB-SP) decidiu contabilizar como horário para preparação de aulas e correção de provas os intervalos de dez minutos entre as aulas na rede estadual.
A medida foi tomada para ajustar a rede à lei federal sancionada em julho, que determinou que docentes do ensino básico devem ficar 33,3% da jornada em atividades extra-aula.
Como em São Paulo o percentual era de apenas 17,5%, o Estado, num primeiro momento, protestou contra a lei, pois a mudança significaria gasto adicional alegado de R$ 1,4 bilhão (10% do Orçamento da área).
Agora, em uma nova interpretação da legislação, o Estado resolveu incluir na carga horária extra-aula os dez minutos de intervalo entre cada matéria, previstos em uma lei estadual de 1997. A norma determina que o docente receba por 60 minutos, mas lecione por 50.
Nos dez minutos, diz o governo, o docente pode fazer atividades como correção de trabalhos ou preparação de aulas.

Controvérsia
O Estado afirmou que refez a interpretação da lei porque o Ministério da Educação ainda não deu uma posição oficial sobre o assunto. Estão marcadas reuniões entre os envolvidos para depois das eleições municipais. O Estado diz que, se houver pronunciamento de que sua interpretação está incorreta, poderá fazer emenda ao Orçamento para suprir os gastos adicionais.

“Farsa”
Autor do projeto da lei federal, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que a nova interpretação do governo paulista “é uma farsa”.
“Como o professor vai corrigir provas, preparar aulas, em dez minutos? Esse período é para ele tomar água, ir ao banheiro”, declarou. Segundo o senador, a intenção da lei era que o professor tivesse mais tempo para preparar as aulas.
Leia o resto deste artigo »